Em Cuiabá, no dia 2 de abril de 1914, surgiu o jornal A Lica (o segundo a adotar esse nome), fundado e redigido por Alcebíades Calhão. O periódico teve como principal objetivo promover uma oposição acirrada ao governo de Joaquim Augusto da Costa Marques. Ao longo de sua trajetória, A Lica destacou-se por sua postura crítica e incisiva, denunciando a administração do então governador e seus aliados, expondo suas falhas e irregularidades. O jornal se tornou uma voz ativa na oposição política da época, enfrentando a censura e os desafios de publicar sob um regime autoritário. O último número foi distribuído em 15 de agosto de 1915, data em que o governador Joaquim Augusto da Costa Marques entregou o governo ao general Caetano de Albuquerque, marcando o fim de sua linha editorial de resistência. Durante sua breve existência, A Lica desempenhou um papel fundamental na polarização política e no estímulo à reflexão pública sobre as práticas governamentais em Mato Grosso.
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2 de abril de 1896 – Faleceu em Cuiabá o comendador Joaquim Felecíssimo de Almeida Louzada, figura de grande destaque no cenário político e administrativo de Mato Grosso. Durante muitos anos, ocupou o cargo de secretário do governo, desempenhando suas funções com extrema dedicação e competência. Também presidiu por várias ocasiões a Assembleia Legislativa Provincial, onde se destacou pela habilidade política e pela visão de futuro, sempre buscando o bem-estar coletivo e o progresso da região. Filiado ao Partido Conservador, Louzada era amplamente reconhecido por sua integridade, ética e compromisso com a estabilidade social e política.
Além de sua carreira pública, o comendador Louzada era conhecido por sua postura respeitosa, tanto na política quanto na vida pessoal, e por sua forte ligação com a religião. Após seu falecimento, foi sepultado inicialmente no Cemitério da Piedade, mas, em um gesto de grande consideração, seus restos mortais foram trasladados para o altar-mor da Igreja Matriz de Cuiabá, por solicitação do arcebispo Dom Carlos, seu amigo pessoal. O comendador Joaquim Felecíssimo de Almeida Louzada deixou um legado de respeito, devoção e compromisso com o desenvolvimento de sua terra, sendo lembrado com grande admiração até os dias de hoje.