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Azeite retirado de lambaris gerou energia em Cuiabá

No século XIX, caminhar pelas ruelas escuras de Cuiabá durante a noite era um desafio repleto de perigos. Foi somente em 1874 que o problema da iluminação pública começou a ser enfrentado, com a formalização da terceirização dos serviços pela administração da Província. A solução inicial era simples, mas funcional: antes do anoitecer, dois servidores entravam em ação — um acendia e o outro apagava os lampiões distribuídos ao longo das ruas. Esses lampiões funcionavam com azeite extraído de cardumes de lambaris, um recurso local.

Posteriormente, a responsabilidade pelos serviços passou para a Intendência Municipal, hoje conhecida como Prefeitura de Cuiabá. Com isso, postes começaram a ser instalados nas vias urbanas. Nos trechos onde a colocação de postes era inviável, improvisava-se: um pedaço de madeira com um braço projetado sobre a calçada ou preso às paredes das casas sustentava o lampião, protegido por uma estrutura de vidro. Esses dispositivos rudimentares ficaram conhecidos popularmente como “geringonças”, até serem substituídos pela iluminação a gás acetileno.

Em 1906, o primeiro gasômetro foi instalado no Liceu Salesiano São Gonçalo. Três anos depois, o intendente coronel Avelino Antônio de Siqueira modernizou ainda mais o sistema, construindo dois novos gasômetros nas praças Alencastro e Ipiranga. Eles irradiavam gás para as ruas adjacentes e até para um terceiro gasômetro no quartel da polícia. Esse avanço marcou uma era de maior eficiência na iluminação pública.

A chegada da energia elétrica a Cuiabá, na segunda metade do século XX, representou uma nova revolução. Autorizada pela Assembleia Legislativa, a implantação inicial utilizava um motor a vapor no Porto, que também abastecia a histórica Caixa d’Água Velha. Posteriormente, com a energia da usina do Casca, foi inaugurada uma nova estação no Morro da Prainha. Conhecida como “Casinha da Luz” ou “Morro da Luz”, essa instalação tornou-se um marco da modernização energética da cidade.

Essa evolução, dos lampiões ao sistema elétrico, ilustra o esforço contínuo de Cuiabá para iluminar suas noites e tornar suas ruas mais seguras e acessíveis, refletindo a história de uma cidade em constante transformação.

Azeite retirado de lambaris gerou energia em Cuiabá

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