A inclusão escolar e a alfabetização de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) são desafios importantes para garantir seus direitos, especialmente no Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de abril), criado pela ONU para disseminar informações sobre o autismo e combater o preconceito.
Luciana Brites, psicopedagoga e diretora-executiva do Instituto NeuroSaber, explica que o TEA é um transtorno neuropsicológico que afeta a interação social, a comunicação verbal e não verbal, além de apresentar comportamentos repetitivos. Ela destaca a importância do diagnóstico precoce, pois, embora crianças autistas possam ter diferentes níveis de habilidade, o processo de alfabetização, mesmo para as não verbais, é possível, embora com desafios adicionais.
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) classifica o TEA em três níveis de suporte, sendo maior o suporte necessário quanto maior o nível.
Luciana enfatiza que, mesmo com desafios na alfabetização, é possível a inclusão escolar. O mais importante é adaptar o planejamento pedagógico para cada criança, utilizando atividades como exercícios de sílabas, fonemas e rimas, que ajudam na consciência fonológica.
O MEC, com sua Política Nacional de Educação Especial, defende a educação inclusiva desde 2008. De acordo com dados de 2022, 36% das escolas possuem salas de recursos multifuncionais, e 89,9% das matrículas do público-alvo da educação especial estão em classes regulares.