Início do Rádio em Cuiabá se deu por invenção e teve à frente seo Deodato Monteiro

por Editoria/AC

A primeira comunicação pelo rádio de que se tem notícia em Cuiabá se deu por meio de radiotransmissor sem-fio. A magia foi inventada manualmente por um apaixonado por eletrônica por nome de Deodato Gomes Monteiro, pai de João Alberto Novis Gomes Monteiro.

A experiência nasceu numa casa velha, vizinha do casarão de dona Filinha Serejo, na Rua de Cima (atual Pedro Celestino), que dá frente para o Beco Alto. Deodato era filho de João Gomes Monteiro Sobrinho, influente comerciante na cidade, cuja casa ficava ao pé da rampa do Beco, nas proximidades da ponte que levou o seu nome (Ponte de João Gomes).

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Deodato logo ganhou o apelido na cidade de  ‘ o boateiro’ pelo pioneirismo em divulgar qualquer notícia. A ‘fofoca’ era propagada inicialmente por receptor e depois pelo rádio-telégrafo até se chegar ao rádiotransmissor. Era uma espécie de magia na época. Alguns cuiabanos chegaram a definir Deodato como feiticeiro, dada a sua invenção.

No dia 18 de fevereiro de 1934, em uma das dependências do Palácio da Instrução, Deodato fez funcionar a Rádio Sociedade de Cuyabá, cuja diretoria era composta por José Barnabé de Mesquita, João Ponce de Arruda, Philogônio  de Paula Correa e Manoel Miraglia. Essa primitiva estação, segundo o escritor Aníbal Alencastro, funcionou temporariamente em ondas curtas (32 metros). Posteriormente, foi desativada e os seus equipamentos estão preservados no acervo do Museu da Imagem e do Som de Cuiabá – Misc.

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