Parece que foi ontem

por Gabriel Novis Neves

Estive presente na inauguração do Grupo Gazeta de Comunicação, há vinte anos. Compareci ao evento movido pela sincera amizade ao jovem superintendente e sócio João Dorilêo Leal. Também queria levar meu abraço a um modesto funcionário da nova Empresa – o Piito. Desde então sou assinante-fundador do carro chefe do Grupo – o jornal “A GAZETA”.

Dorilêo veio para Cuiabá aos dezoito anos de idade. Deixou a sua pequena e simpática cidade de Arenápolis para estudar. Paralelamente aos estudos curtia a sua grande paixão – o futebol. Integrou-se a um grupo de jovens cuiabanos, mas todos péssimos jogadores de futebol. Procurou então através do rádio esportivo a curtição da sua paixão. Fez parte de um grupo competente em transmissões e programas esportivos. Da sua equipe de radialistas esportivos, saíram prefeito, vereadores, deputados estaduais, federais, senador e empresários.

Tempos depois, o menino de Arenápolis se transformou no jornalista de esportes do extinto Jornal Diário de Mato-Grosso. Esse jornal tinha sua sede no Coxipó, e foi fundado pelo saudoso jornalista Archimedes Pereira Lima e pelo nosso professor-fundador da Universidade Federal de Mato-Grosso, Lenine de Campos Povoas. No jornal do Coxipó, meus laços de amizade com Dorilêo se estreitaram ainda mais. Na época trabalhava na UFMT, e ao sair do trabalho, às vezes dava uma passadinha pelo jornal. Encontrava um grupo unido e idealista de profissionais. Meu cunhado, Archimedes Júnior, era o chefe de operações daquela parafernália. Passava vinte e quatro horas por dia, arrumando aquela caquerada para editar o jornal. Cada jornal concluído era comemorado como se fora um gol do Brasil. Até hoje me lembro do entusiasmo do Dorilêo mostrando-me as manchetes esportivas da próxima edição. Foi o primeiro emprego em jornal do hoje poderoso Dorilêo Leal. Uns trocados era o seu salário, mas do primeiro emprego, ninguém se esquece…

Hoje, é proprietário do Grupo Gazeta, e após vinte anos de árdua e notável dedicação, fez o milagre da multiplicação. Nunca frequentei sua casa, nem a sua maravilhosa chácara da Guia – e a recíproca é verdadeira. Para mim este é o conceito que tenho de amizade. Quando eventualmente nos encontramos, é como se acabássemos de nos ver. Amizade é liberdade e não obrigação.

A Empresa comandada pelo Dorilêo é um exemplo em todos os sentidos. Modernização, visão empresarial, e, acima de tudo, a valorização e qualificação dos seus funcionários que foram os grandes responsáveis por esse sucesso. O mercado sempre exigiu qualidade e isso nunca faltou “A GAZETA”.

O outro responsável pelo meu comparecimento à inauguração do Grupo Gazeta de Comunicação – foi o Piito. A história do atual Diretor Comercial da Gazeta, Carlos Eduardo Dorilêo Leal (Piito), é para mim repleta de prazerosas recordações. Nasceu em Cuiabá no Hospital Geral, mudou-se para o Alto – Paraguai onde cresceu. Aos doze anos retorna à Cuiabá. Tornou-se amigo-irmão do meu filho caçula, e esta amizade perdura até hoje. Relembro esses fatos com emoção.

Continue assim Dorilêo! Renovando sempre, pois vivemos no século da pós-modernidade, e temos que aprender trabalhar com eficiência, em um mundo altamente competitivo e que, a cada segundo, recebemos milhares de novas informações. Como para o idoso o tempo passa mais rápido, parece que tudo isso aconteceu ontem.

Texto escrito em 2010

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