Com Tancredo Neves, a resposta era na medida exata

por Editoria/AC

Saída à “la mineira”

Eleito presidente da República pela Aliança Democrática, na Nova República, em 1984, o mineiro Tancredo Neves vivia às turras com o então senador gaúcho Nelson Marchezan, que insistia em ser nomeado ministro dos Transportes no novo governo.

Certa feita, em São Paulo, em peregrinação pelo país, Nelson insistiu: “Presidente, os jornalistas estão aí fora e me perguntam a toda hora se eu serei ministro. O que eu falo? Tancredo, esbanjando toda a sua mineirice, respondeu: “Diga-lhes que eu te convidei e você não aceitou”.

 

Não se preocupe, presidente!

A morte de Tancredo Neves, em 1985, cujos discursos inflamados no movimento ‘Diretas Já’ tinham como principal alvo o ex-presidente João Batista Figueiredo (último militar no poder), provocaram homenagens, desfiles cívicos, passeadas e muita aglomeração popular nas ruas de Salvador (BA), patrocinados pelo então governador baiano Antônio Carlos Magalhães, o ACM.

Acontece que JB telefonou irritado para ACM: “Governador, não gostei das homenagens que o senhor mandou fazer para o Tancredo”. O baiano respondeu: “Não se preocupe, presidente, quando o senhor morrer mandarei lhe fazer homenagens melhores”.

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