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Tal qual as ondas do mar

por Jorge Maciel

Renovação política: o pouco que nos resta. A lacuna que se vê nesse estrambótico universo político-partidário sem que tenham aparecido novas lideranças é atemorizante. Os cardeais se mantêm decididos a não abrir as portas para que o eleitor tenha alternativas.

Os mais jovens, excetuando os que vêm de linhagem política e são introduzidos no maravilhoso plano de carreira pessoal pelo pai, mãe ou tios, ficam relegados a dirigentes mirins – geralmente presidentes de alas jovens, exercendo cargos por indicação. Muitos ficam onde estão, e poucos se lançam ao desafio de voos mais altos. No geral, ficam os jovens de descendência, que continuam a fazer política para benefício da família.

Se for feito um apanhado das bancadas estaduais e federais, por exemplo, constatar-se-á o predominante número de parlamentares oriundos da vontade dos seus ancestrais. Os novos [os do povo] ficam pelo caminho fulminados pela falta de poder econômico.

Enquanto os nossos jovens parecem indiferentes a tudo isso, ocupando-se apenas do big business da música sertaneja, principalmente, a renovação política fica mais distante: daí a enorme quantidade de ‘gagás’ país adentro ocupando as cadeiras do parlamento.

Não há perspectivas de mudanças quando são os mesmos que vão e vêm – tal qual as ondas do mar. A campanha que rola pelas redes sociais recomendando não se reeleger ninguém é um caminho plausível – mesmo que se sacrifique uma minoria que merece retornar às assembleias e câmaras.

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