Thiago Sória (para o Ultimo Segundo)
Uma garrafa de vidro encontrada no meio do deserto no Egito guardava um bilhete deixado em 1977. O objeto descoberto quase 50 anos depois levou à identificação de quem foi Tom Moran, maltês que trabalhou no país africano. Tom viveu até 1998 e, após uma série de conexões, a carta chegou à irmã, que reconheceu imediatamente a caligrafia. Contudo, não se sabe o motivo da escrita depositada na imensidão de areia.
A garrafa foi encontrada por Suleiman Zidan, guia turístico beduíno criado na região do Deserto Ocidental do Egito. O objeto estava entre peças metálicas antigas no alto de uma elevação rochosa.
Intrigados com o achado, Ayman, primo e sócio de Suleiman, enviou um e-mail relatando a descoberta para o Times of Malta, quando a busca por possíveis familiares de Tom Moran se iniciou.
A mensagem
Os escritos continham poucas, mas diretas, informações: o nome de Tom, a data, a rua, o país, e uma informação ambígua, “Party 6305”, que pode significar um grupo para alguma atividade. Apesar de tudo, não se sabia a cidade.
A partir de registros oficiais do Governo de Malta no ano de 1981, o sobrenome “Moran” estava atribuído a uma pessoa que morava em Marsacala, na rua “Avich”, assim como no bilhete.
Com a ajuda de comunidades desta cidade no Facebook, moradores locais levaram a história até Carmen Rossiter, irmã de Tom Moran, 50 anos depois da mensagem deixada para trás.
O motivo, contudo, segue um mistério. Ao Times of Malta, Carmen afirmou que o irmão foi um dos sete filhos da família que precisou fugir por causa da Segunda Guerra Mundial . A casa foi comprada pro Moran, que posteriormente se mudou para outra cidade de Malta.
Quem foi Tom Moran?
Conforme a irmã, Moran trabalhou por anos no Egito como geofísico para uma empresa estadunidense de exploração de petróleo, profissão que aprendeu no Exército Britânico, aos 16 anos.
Ele trabalhou em vários locais do mundo por causa da atuação, como Arábia Saudita e Papua-Nova Guiné. Ao fim da vida, estava de volta em Malta, onde defendeu que o país deveria explorar o recurso natural no fundo do mar.
A irmão não conseguiu dizer o motivo para o bilhete. Ela o descreveu como um homem sério, mas que gostava de fazer brincadeiras, apesar de não haver qualquer confirmação da relação entre isso e a garrafa.


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