Nomes com apelo devocional e ainda outros assombrosos

Com velas nas mãos e corações acesos pela fé, centenas de fiéis caminham pelo Centro em procissão pelo padroeiro da cidade, Senhor Bom Jesus de Cuiabá. A fé cuiabana é um legado tricentenário e isso perdura até os dias de hoje, inclusive para dar nome a dezenas de bairros.

A devoção a santos, seja pela bênção alcançada ou por aquilo em que os moradores acreditam, é que convencionou-se denominar, por exemplo, os bairros São Benedito, São Thomé, São Matheus, Santa Amália, Santa Isabel e Santa Helena. Isso tudo dado à forte influência católica que permeia a cidade.

Por outro lado, existiram bairros cuiabanos que seus nomes nos remetiam a um mundo totalmente tenebroso, inimaginável, assombroso, como era o caso da Cruzinha ou Cruz Preta para muitos, Boa Morte, Cai-cai (cemitério que enterrou mais da metade da população pelo surto da bexiguinha contraída por soldados prisioneiros da Retomada de Corumbá -Guerra do Paraguai) e outros.
Estes nomes foram substituídos por outros menos horripilantes, mas rondam a nossa memória.

Foto: FREEPIK
Almanaque

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O Almanaque Cuyabá é um verdadeiro armazém da memória cuiabana, capaz de promover uma viagem pela história em temas como música, artes, literatura, dramaturgia, fatos inusitados e curiosidades de Mato Grosso. Marcam presença as personalidades que moldaram a cara da cultura local.

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