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Almanaque Cuyabá

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O Almanaque Cuyabá é um verdadeiro armazém da memória cuiabana, capaz de promover uma viagem pela história em temas como música, artes, literatura, dramaturgia, fatos inusitados e curiosidades de Mato Grosso. Marcam presença as personalidades que moldaram a cara da cultura local.

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Vice-presidente do Poder Judiciário participa da solenidade de posse da Associação dos Municípios

by Almanaque Cuyabá 22 de fevereiro de 2024
written by Almanaque Cuyabá
A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip, representou o Poder Judiciário na manhã desta quinta-feira (22 de fevereiro), no Teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá, durante a cerimônia de posse do presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin, prefeito do município de Primavera do Leste (a 231 km ao sul de Cuiabá). O evento também contou a presença da diretora da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.
 
Muito além de cumprir formalidades, a presença da desembargadora Maria Erotides durante o evento, reforçou mais uma vez, o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso com a garantia de direitos essenciais à promoção de uma gestão pública mais eficiente, célere e capaz de fazer frente às crescentes demandas da população.
 
“O Poder Judiciário está pronto e a postos para continuar contribuindo com a construção de uma sociedade ainda mais justa e capaz de regular as necessidades do seu cidadão. Essa mentalidade do diálogo e da composição conjunta de soluções é extremamente importante para que as políticas públicas realmente alcancem os seus objetivos. O Tribunal de Justiça com seus 150 anos de instalação, pode contribuir imensamente para a capacitação dos municípios em temas técnicos pertinentes a boa gestão administrativa, onde a experiência e toda capacidade técnica do Poder Judiciário pode ser aplicada na construção de políticas públicas, e que elas [políticas públicas] estejam rigorosamente de acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores, evitando com isso, possíveis sanções para os municípios”, enfatizou Maria Erotides.
 
No tocante à qualificação técnica dos municípios, a desembargadora faz referência à parceria firmada entre o Tribunal de Justiça, por meio da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e a Associação Mato-grossense dos Municípios para a capacitação continuada de servidores municipais em áreas estratégicas da administração pública.
 
Leonardo Bortolin assume a representatividade dos 142 municípios de Mato Grosso, com a responsabilidade de ampliar e fortalecer o diálogo institucional.
 
“Para que Mato Grosso prospere ainda mais é preciso uma palavra: união! Nós estamos felizes em poder contar com o apoio incondicional das nossas instituições, como o Poder Judiciário de Mato Grosso, a Assembleia Legislativa, o Governo do Estado, o Tribunal de Contas, todos unidos e irmanados com o mesmo propósito, de cuidar da nossa população, principalmente em um ano de muitos desafios, recessão econômica, de queda na produção agrícola com impacto direto não só no volume do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação), mas naquele recurso que circula dentro do município”, frisou o presidente da AMM.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: A vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Erotides Kneip compõe o dispositivo de honra durante a solenidade. À sua direita, o senador da República, Jaime Campos. À esquerda, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, seguido pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Leonardo Bortolin e demais autoridades formadoras do dispositivo.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
[email protected]
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Novos desembargadores enaltecem papel da Escola Superior da Magistratura

by Almanaque Cuyabá 22 de fevereiro de 2024
written by Almanaque Cuyabá
Nessa quarta-feira (21 de fevereiro), o Poder Judiciário de Mato Grosso passou a contar com oito novos integrantes e muitos deles possuem um histórico profissional diretamente vinculado à promoção de atividades pedagógicas junto à Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), seja como alunos ou tutores.
 
Segundo o desembargador Lídio Modesto da Silva Filho, a Esmagis-MT tem um papel muito relevante em sua vida profissional e intelectual. “Antes de ser magistrado eu fiz a Escola da Magistratura, a escola preparatória, lá atrás, quando ainda funcionava ali dentro do Tribunal de Justiça. Após a minha aprovação no concurso para a magistratura, eu tive a oportunidade de enriquecer meus conhecimentos, tendo feito inúmeros cursos que são ofertados pela Escola.”
 
Conforme Lídio, que é doutor em Filosofia, a Escola Superior da Magistratura também tem papel fundamental para a ascensão na carreira. “Hoje a Escola está para o magistrado como uma porta gigantesca para as promoções e para a ascensão ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, sobretudo pelo fato de que hoje, para você se tornar um desembargador, você tem como pré-requisito a realização de um número de cursos, cursos esses que são ofertados pela nossa escola”, assinalou.
 
Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, que também foi empossado como desembargador nessa semana, enalteceu o trabalho desenvolvido pela Escola e assinalou que o aprendizado nunca acaba. “A gente está sempre caminhando. Aquele que para no tempo fica estagnado e a estagnação é sinônimo de morte. Então, as capacitações da Esmagis, o papel da Esmagis junto à magistratura, são essenciais. Vejo de forma fundamental, como pedra angular, de uma magistratura eficiente, proativa, muito mais preparada.”
 
Compondo o quinto constitucional pela vaga destinada ao Ministério Público, o desembargador Marcos Regenold Fernandes salientou que o investimento em capacitação é mais do que necessário. “É inerente ao cargo público, porque há uma evolução constante, há uma modificação quase que mensal dos entendimentos dos tribunais superiores, da jurisprudência, da doutrina, então a capacitação é algo inerente à função pública”, complementou.
 
Já o desembargador Hélio Nishiyama, que também ascendeu ao cargo pelo quinto constitucional, representando a advocacia por meio da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), afirmou que os investimentos em capacitação são importantíssimos. “O cidadão merece um bom serviço, merece uma jurisdição justa e nada melhor do que a capacitação para que haja aprimoramento e esse cidadão seja efetivamente atendido naquilo que ele busca no Poder Judiciário.”
 
De acordo com a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, a Esmagis e a Escola dos Servidores são os principais pontos de apoio da instituição para fomentar a melhoria na qualificação da mão de obra do Judiciário, especialmente a Esmagis, que é voltada exclusivamente para os magistrados, tanto juízes quanto desembargadores. “É de vital importância que nós continuemos sempre estudando, sempre nos aprimorando. E é por isso que o fortalecimento das nossas duas escolas tem sido sempre um dos pilares da administração.”
 
Para a diretora-geral da Esmagis-MT, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, a renovação que está ocorrendo nos quadros do Tribunal é benéfica. “Não são só juízes que ascendem a desembargador, mas também advogados e promotores. Então, essa oxigenação é salutar para o nosso tribunal. São pessoas novas, alguns bem jovens, então são novas mentalidades, novas ideias. Para o Tribunal, isso é excelente, e para o povo também. Essa turma conta com professores da Esmagis, mestres, doutores, é uma equipe muito boa. São muito preparados e ficamos felizes que a Esmagis contribuiu com a aperfeiçoamento e mestrado de alguns.”
 
Também passaram a compor o Pleno do Tribunal de Justiça nessa semana os desembargadores Rodrigo Roberto Curvo, José Luiz Leite Lindote, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues e Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: fotografia colorida onde aparecem cinco desembargadores: Nilza Carvalho, Luiz Octávio Ribeiro, Helena Ramos, Lídio Modesto e Márcio Vidal, em trajes formais para a posse. A desembargadora Helena está ao centro, ladeada pelos dois novos desembargadores, que vestem, respectivamente, terno azul (Saboia) e toga (Lídio). Imagem 2: fotografia colorida onde aparecem três desembargadores, sendo a diretora da Esmagis ao centro. Ela veste um vestido preto com detalhes florais. Está ladeada pelos desembargadores Hélio (homem com traços asiáticos que veste toga e sorri) e Marcos, homem branco, de cabelos escuros, que veste toga e sorri para a foto).
 
Lígia Saito / Fotos: Alair Ribeiro
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Produtores familiares passam a contar com caminhão para transportar alimentos até escolas

by Almanaque Cuyabá 22 de fevereiro de 2024
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Um caminhão basculante entregue pela Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf) à Cooperativa dos Produtores Hortifrutigranjeiros de Sorriso (Cooperriso) fortaleceu o trabalho desenvolvido pela entidade, que reúne 62 produtores familiares de sete municípios mato-grossenses, atualmente.

O veículo é usado, principalmente, para transportar a produção do campo até as escolas públicas da região, mas também para os mercados e para a assistência social.

“Esse caminhão é muito importante para nós porque a demanda da cooperativa está crescendo todos os dias. A gente trabalha com todos os legumes, verduras, frutas, que a merenda escolar precisa, e também atendemos os mercados”, afirmou Ivaldino Hahn, presidente da Cooperriso.

Além das escolas de Sorriso, a cooperativa atende as demandas da educação de Lucas do Rio Verde e Vera, totalizando mais de 40 unidades de ensino municipais.

A cultura mais produzida pelos produtores é a da banana nanica, mas a produção é diversificada e inclui maracujá, abacaxi, melancia, mamão, mandioca, melão, além de abóbora, mandioca

O caminhão novo foi entregue no início deste ano pelo Governo do Estado e reforçou o trabalho que antes era feito com o apoio da Prefeitura de Sorriso.

“É muito gratificante para nós esse caminhão, que é grande e tem conforto para o motorista e para o ajudante”, pontuou o presidente da cooperativa.

O resultado demonstra que o investimento do Governo de Mato Grosso na agricultura familiar tem melhorado, na prática, a vida dos produtores, conforme o secretário estadual de Agricultura Familiar, Luluca Ribeiro.

“Nos últimos cinco anos, o Governo de Mato Grosso já entregou um total de 679 veículos e equipamentos aos agricultores familiares e cada uma dessas entregas traz um impacto positivo na vida desses produtores e também para o segmento como um todo”, enfatizou.

O Estado também entregou calcário para os produtores familiares do município.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta empresas sobre emissão de notas fiscais junto com comprovante de pagamento

by Almanaque Cuyabá 22 de fevereiro de 2024
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A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) orienta as empresas do comércio varejista para que atualizem seus sistemas emissores. A ação é necessária para a integração das notas fiscais com os meios de pagamento eletrônicos usados nas operações de venda ao consumidor.

Para auxiliar nessa etapa de mudanças, foi disponibilizado um FAQ com as principais informações sobre a nova obrigatoriedade que entrará em vigor a partir do mês de abril.

O conteúdo pode ser acessado no site da Sefaz e traz os procedimentos necessários para implementar essa integração, fornecendo orientações claras para que as empresas possam se adaptar às novas exigências dentro do prazo estipulado. Além das perguntas mais frequentes, a página traz a legislação atualizada e vídeos orientativos.

Com a mudança, as notas fiscais, seja NF-e ou NFC-e, deverão ser emitidas ao mesmo tempo em que ocorrer a operação de venda e o comprovante de pagamento deverá ser vinculado ao documento fiscal. A nova regra será aplicada em compras pagas com PIX, cartão de crédito, cartão de débito ou qualquer outro meio eletrônico como, por exemplo, cartão refeição e cartão próprio da loja (private label).

Essa integração vai simplificar a emissão dos documentos fiscais e contribuir para o combate à concorrência desleal entre empresas do mesmo segmento. Além disso, permite melhor controle e gestão da loja, maior eficiência operacional e mais automação dos processos reduzindo, assim, possíveis erros na emissão do documento fiscal.

De acordo com a Sefaz, a adequação à nova regra será realizada de forma escalonada, conforme a atividade econômica das empresas. Na primeira etapa, devem fazer a integração entre os sistemas os varejistas de calçados, vestuário, artigos esportivos, óticas, brinquedos, armarinho, artigos para casa (cama, mesa e banho), além de bares, restaurantes, lanchonetes, confeitarias e padarias.

A obrigatoriedade não se aplica nas vendas realizadas por microempreendedores individuais (MEI) e em vendas realizadas de forma não presencial por meio de site ou plataforma de terceiros. Também estão desobrigadas da nova regra as vendas com entrega e pagamento em domicílio.

Palestras

Além do FAQ disponibilizado, a Sefaz tem participado de eventos e debates sobre a vinculação dos pagamentos eletrônicos aos sistemas emissores de NF-e e NFC-e. O objetivo é explicar a legislação de Mato Grosso e os procedimentos que devem ser seguidos na integração.

Nesta semana, a equipe da Sefaz participou do evento ‘Payment Innovation Conference’ promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços (AFRAC), em Cuiabá, para desenvolvedores, fabricantes e revendedores de equipamentos e softwares de pagamento.

O próximo evento será realizado no dia 12 de março, no Delmond Hotel, em Cuiabá. O encontro é destinado aos associados da AFRAC e empresas que atuam no segmento de tecnologia aplicada ao comércio e serviços, sejam elas, fornecedoras ou usuárias de tecnologia.

Fonte: Governo MT – MT

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Politec participa de mutirão com emissão da Carteira Nacional de Identidade em Cuiabá

by Almanaque Cuyabá 22 de fevereiro de 2024
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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) participa, neste sábado (24.02), do mutirão Defensoria Até Você com a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). A ação acontece das 08h às 12h, na EMEB Prof. Lenine de Campos Póvoas, localizada no Bairro Jardim União, em Cuiabá.

Os interessados em solicitar a CIN devem apresentar a certidão de nascimento ou casamento original e cópia autenticada, além do CPF.

Esta edição do mutirão, comemorativa pelos 25 anos da Defensoria Pública, vai oferecer orientação e serviços jurídicos, regularização de título de eleitor, regularização de CPF, emissão de Carteira de Identidade (CIN) e pedidos de isenção para 2ª via de documentos.

Além da Politec, são parceiros da ação da Defensoria Pública, a Assembleia Legislativa, Senac, Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso e Receita Federal.

Serviço | Emissão da Carteira de Identidade Nacional no mutirão Defensoria Até Você

Local: EMEB Prof. Lenine de Campos Póvoas – R. Salgado Filho, 321, Jardim União, Cuiabá

Data: Sábado (24.02), das 08h às 12h00

* Com informações da Defensoria Pública

Fonte: Governo MT – MT

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A decisão judicial e o uso da Inteligência Artificial

by Almanaque Cuyabá 22 de fevereiro de 2024
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A Constituição Federal de 1988 estabelece que toda decisão emanada de órgão judicial deve apresentar os motivos e fundamentos que lhe deram substância (art. 93, IX, da CR/1988). O dever constitucional de fundamentação das decisões judiciais, além de uma garantia processual em favor das partes, revela uma diretriz de legitimação do Poder Judiciário e consolidação do Estado Democrático de Direito. Entre as premissas que justificam a natureza constitucional do dever de motivação e/ou fundamentação das decisões judiciais destacam-se: a) demonstração do uso de argumentação racional no processo de construção decisória; b) controle da juridicidade da decisão; c) legitimação do exercício do poder jurisdicional; d) proteção do devido processo legal e promoção de várias de suas garantias; e) redução do quantitativo de recursos; e f) promoção da segurança jurídica ao definir a interpretação dos dispositivos normativos e tornar possível a homogeneização jurisprudencial pelos Tribunais Superiores.

O Código de Processo Civil (art. 11, caput), na esteira da diretriz constitucional, estabelece como norma diretiva do sistema processual a fundamentação qualificada dos pronunciamentos judiciais e, mais adiante (§ 1.º do art. 489), na seção que trata dos elementos e dos efeitos da sentença, enumera os casos de fundamentação deficiente, equiparando-os à falta de fundamentação. É evidente que a fundamentação qualificada deve se fazer presente em qualquer pronunciamento jurisdicional – seja em processos individuais ou coletivos – e, por via de consequência, deve iluminar a atuação do órgão judicante em todas as fases do iter processual. Tema que vem despertando grande discussão na comunidade processual é a possibilidade da utilização de ferramentas tecnológicas, em auxílio a juízes e tribunais, na elaboração de decisões judiciais. A aplicação da inteligência artificial (IA) poderia contribuir para o aumento da velocidade de funcionamento dos tribunais e, por conseguinte, proporcionar uma expressiva redução na avalanche de processos que tramitam nos tribunais brasileiros? A figura o magistrado poder ser substituída pelo uso de programas de IA de última geração?

A IA pode ser concebida como um conjunto de algoritmos planificado a executar tarefas e/ou atividades propostas pelo ser humano, com propensão a alcançar elevados níveis de exatidão (acurácia) em reduzido espaço de tempo. Os primeiros estudos relacionados ao campo da IA remontam – segundo referenciais demarcados por doutrina especializada –, à primeira metade do século XX e no contexto conturbado da Segunda Guerra Mundial (1940), obtendo progresso exponencial em virtude das descobertas científicas alcançadas até hoje.

O sistema de justiça brasileiro vem adotando práticas e rotinas baseadas no uso da IA há, pelo menos, 20 anos e, a cada dia, desenvolve e emprega inovações tecnológicas projetadas pela revolução digital. Na atualidade, diversos são os projetos em desenvolvimento no âmbito do sistema de justiça direcionados a aprimorar a utilização da IA e dela extrair suas potencialidades para, ao final, aplicá-las em benefício aos jurisdicionados a partir de uma melhoria na qualidade dos serviços prestados pelo sistema jurisdicional. Algumas inciativas vêm se destacando no cenário processual brasileiro, notadamente nos Tribunais Superiores (STF e STJ) e nas instituições que integram a aparelho jurisdicional (Advocacia-Geral da União, Ministério Público Federal, Advocacia Privada).   Diante disso, pululam reflexões e florescem controvérsias acerca dos limites funcionais e balizamentos éticos que devem parametrizar o uso de algoritmos de IA no âmbito da atividade decisória desempenhada pelos órgãos jurisdicionais (singulares e colegiados). Estar-se-ia num momento disruptivo a ponto de admitir a substituição da figura do magistrado (humano) por algoritmos de IA (juiz-robô)? Quais as diretrizes que devem ser planificadas para se observar a garantia constitucional da fundamentação decisória? A atividade interpretativa do julgador pode ser afastada pelo emprego do algoritmo decisório?

Os breves questionamentos revelam o quão complexo é o tema e apontam a necessidade premente de equalização e imposição de limites na implementação dos recursos tecnológicos no ambiente decisório judicial. Desde já vale consignar que não se está afastando ou dificultando a implementação de mecanismos digitais no universo decisório, contudo, pondera-se que a atividade decisória é precedida pelo ato de interpretação e esta, por sua vez, é caracterizada pela influência de valores e experiências que marcam a personalidade do intérprete. Daí por que se considera prematuro e imprudente entregar a atividade decisória a programas que utilizam a IA. Enfim, a fundamentação decisória é dever constitucional imposto a todo órgão julgador e sua observância é condição para a preservação do Estado Democrático de Direito, devendo o magistrado, ao aplicar o direito, retirar sua motivação e inspiração do sistema jurídico e dos seus elementos e categorias estruturantes.

Não é demais ressaltar que o exercício da atividade decisória é precedido pelo ato de interpretação e esta, por sua vez, é influenciada a partir de valores e de experiências que marcam a personalidade do intérprete (vieses). Daí ressai a primeira dificuldade em considerar a viabilidade da ‘entrega’ da atividade decisória a programas que utilizam algoritmos de IA. Se, por um lado, são muito bem recomendadas a adoção de soluções digitais na esfera da prestação jurisdicional que contribuam para um melhor desempenho do sistema de justiça, de outro, são ainda rarefeitos (pouco convincentes) os argumentos que se prestam a justificar a implementação de rotinas decisionais levadas a efeito por ‘máquinas’ projetadas a resolver a controvérsia em substituição à tradicional forma de se aplicar o direito pela personificação do magistrado. O tema é desafiador e não pode ser ignorado, na medida em que a velocidade no aperfeiçoamento das ‘máquinas inteligentes’ e a profusão de experiências em diversas áreas do conhecimento têm demonstrado ser o debate inescapável à comunidade jurídica. Nesse sentido, é extremamente relevante a doutrina jurídica debater e propor diretrizes (principiológicas, éticas) mínimas de utilização de programas de IA na esfera jurisdicional decisória, a fim de se estabelecer um marco legal para regulamentar o setor e garantir transparência e segurança jurídica aos usuários dos serviços judiciais. As implicações desencadeadas pela ideia de construção de uma decisão judicial exclusivamente ‘artificial’, ou seja, elaborada por algoritmos projetados para encontrar a solução jurídica mais adequada ao caso em apreciação, alcançam estatura suficiente a obstar qualquer tentativa de afastar o Estado-juiz do dever de prestar a tutela jurisdicional. A começar pela inexistência de parâmetros legais e/ou principiológicas a legitimar essa funcionalidade decisória robotizada.

Esse Contexto permite-nos afirmar que o processo de edificação da decisão judicial, longe de retratar a solitária atuação de um personagem (órgão julgador) revela, na verdade, um complexo de etapas conformativas integrado por protagonistas (partes, terceiros intervenientes, amici curiae) que atuam para influenciar a construção do pronunciamento decisional. Com efeito, é prematuro considerar a possibilidade de confiar a resolução da controvérsia (exclusivamente) a determinados programas artificiais inteligentes. A partir dessas reflexões, conclui-se que a missão de formar decisões deve ficar restrita à atividade intelectiva de magistrados que integram os órgãos colegiados competentes, portanto, inadequado submeter tal função à deliberação exclusiva de máquinas inteligentes. Isso não impede que ferramentas tecnológicas de alta performance e elevado nível de acurácia sejam utilizadas em atividade de auxílio à tomada de decisão.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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STF mantém percentual das emendas parlamentares individuais

by Almanaque Cuyabá 22 de fevereiro de 2024
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O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, nesta quarta-feira (21), a redação conferida pela Emenda Constitucional 111/2023, que alterou o percentual das emendas parlamentares individuais de 1% para 2% da receita corrente líquida realizada no exercício anterior, no âmbito do Projeto de Lei Orçamentária Anual. Durante julgamento virtual do Plenário, os ministros seguiram, por unanimidade, o voto do relator, ministro Dias Toffoli.

Em seu voto, o ministro Dias Toffoli apontou que o estabelecimento do limite de 2% está em conformidade com o princípio da simetria, uma vez que o mesmo percentual é previsto na Constituição Federal.

“Assim, por estar submetida à incidência do princípio da simetria, a discrepância no regime estadual das emendas parlamentares impositivas é capaz de desestabilizar a necessária harmonia entre os Poderes”, afirmou.

Em observância ao princípio da simetria e seguindo o voto do relator, o Plenário do STF determinou ainda que metade desse percentual deverá ser destinada a ações e serviços públicos de saúde. A alteração já havia sido apresentada pelos parlamentares mato-grossenses em outubro de 2023, por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/2023, aprovada em primeira votação.

“A Emenda Constitucional 111/2023 foi corroborada pelo Supremo Tribunal Federal, tanto em decisão liminar, proferida em dezembro pelo relator, ministro Dias Toffoli, quanto pelo colegiado, em julgamento virtual. A tramitação da PEC seguiu os ritos regimentais e constitucionais, então não há qualquer tipo de questionamento de que teria havido mácula no processo legislativo. O que procuramos mostrar foi justamente que a nossa Constituição estava em desacordo com a Constituição Federal”, ressaltou o procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso Gustavo Carminatti.

Entenda – A Proposta de emenda à Constituição (PEC) 2/2023 foi apresentada pelo deputado Diego Guimarães (Republicanos) em fevereiro de 2023 e tinha como objetivo acrescentar parágrafos ao artigo 218 da Constituição do Estado de Mato Grosso, a fim de estabelecer critérios de eficiência na gestão dos recursos orçamentários aplicados na saúde.

Entretanto, durante tramitação da matéria, foram apresentados dois substitutivos integrais ao projeto, que mantinham a proposta inicial no que diz respeito aos parágrafos do artigo 218 e sugeriam alteração do parágrafo 15 do artigo 164 da Constituição Estadual, para alterar o percentual limite das emendas individuais ao projeto de lei orçamentária.

O substitutivo nº 02, que estabelecia o limite de 2% da receita corrente líquida, foi aprovado em duas votações em Plenário, por 22 e 21 votos, respectivamente.

Após publicação da Emenda Constitucional n° 111/2023, o Governo do Estado ingressou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para derrubar a norma, alegando a existência de vício de inconstitucionalidade formal e material e de irregularidade na votação em dois turnos. No entanto, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa comprovou a ausência de inconstitucionalidade e o cumprimento de todos os trâmites e requisitos para a aprovação da PEC.

Diante das informações apresentadas, as alegações sustentadas pelo Governo do Estado foram rejeitadas, sendo acatado apenas o pedido para destinação de metade do percentual a ações e serviços públicos de saúde.

Em seu voto, o ministro relator ressaltou que a proposta inicial da emenda constitucional atende ao requisito do quórum mínimo de um terço dos deputados estaduais previsto no artigo 60, inciso I, da Constituição Federal.  

Além disso, não identificou ofensa à Constituição Federal em relação à alegação de falta do intervalo mínimo de 15 dias entre os dois turnos de votação e nem violação ao princípio do planejamento orçamentário, uma vez que a Emenda Constitucional foi publicada em 21 de setembro de 2023, ou seja, antes do prazo constitucional previsto para envio do projeto de lei orçamentária ao Poder Legislativo.

Emendas parlamentares – As emendas parlamentares são o instrumento por meio do qual os deputados estaduais podem participar da elaboração do orçamento do Estado – definido na Lei Orçamentária Anual (LOA) -, sugerindo a alocação de recursos para determinadas áreas e ações, conforme as prioridades de seus mandatos.

Tais emendas podem acrescentar, suprimir ou modificar trechos do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) enviado pelo Executivo e devem ser apresentadas durante o período de tramitação do texto no Poder Legislativo, que tem a obrigação constitucional de discuti-lo e votá-lo.

“O deputado está na ponta, nos municípios, atendendo diretamente representantes da sociedade civil organizada, vereadores, prefeitos, ouvindo suas necessidades. Ele é o primeiro que recebe as demandas e tem mais proximidade com a população do que secretários de estado ou o próprio governador. Por isso sabe onde os gastos públicos não chegam e, principalmente, as pequenas demandas que não são atendidas, e é por meio das emendas parlamentares que ele pode contemplar o atendimento de algumas das reivindicações que recebe diariamente”, frisa o deputado estadual Diego Guimarães.

As emendas apresentadas pelos deputados são analisadas pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária e pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que emitem pareceres favoráveis ou contrários à continuidade de sua tramitação.


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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Novos desembargadores conhecem estrutura administrativa e definem áreas de atuação

by Almanaque Cuyabá 22 de fevereiro de 2024
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Os novos desembargadores e nova desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) participaram, na manhã desta quinta-feira (22 de fevereiro), da primeira reunião administrativa no cargo, em que foram recebidos pela desembargadora presidente, Clarice Claudino da Silva, e seus juízes auxiliares, no Palácio da Justiça.
 
“Nós mantivemos um diálogo inicialmente de boas-vindas, de tira-dúvidas, de acolhida para que todos se sintam pertencentes e bastante engajados na nossa nova trajetória de cada uma deles dentro da nossa casa. Também cuidamos de ouvir cada um para a lotação que gostariam de ter. Eles também ouviram as áreas mais próximas envolvidas para obter informações iniciais de sistemas, de gabinete, de como iniciar os trabalhos. Então foi um bate papo bastante produtivo, descontraído. Acredito que todos saíram alegres e confiantes para dar o pontapé inicial nessa nova etapa da carreira”, diz a presidente.
 
Conforme Clarice Claudino, os novos desembargadores e nova desembargadora também já foram convidados a participar do webinário sobre o Prêmio CNJ de Qualidade e reunião administrativa estratégica, que ocorrerão nesta sexta-feira (23), para que se juntem também na meta de obter para o Judiciário mato-grossense o Selo Diamante de Qualidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Há quatro anos consecutivos, o TJMT é detentor do Selo Ouro.
 
“Nós temos a preocupação de manter esse ritmo que o nosso tribunal tem. É um dos tribunais que tem a menor taxa de congestionamento do país e nós esperamos melhorar ainda mais essa performance, com a integração desses novos membros. Alguns deles vão para gabinetes que já tem um estoque bastante atraente para começar num ritmo bastante acelerado. E é isso que eles estão se disponibilizando a fazer: continuar nessa busca pelo selo Diamante para o nosso tribunal”, avalia a presidente.
 
Para o desembargador Hélio Nishiyama, a reunião foi produtiva. “Tivemos uma excelente recepção, tanto da presidente quanto de seus auxiliares, das coordenadorias. Foi nos apresentada a estrutura do Poder Judiciário internamente. Houve já a definição da lotação dos novos desembargadores. Foi um primeiro contato excelente, produtivo em todos os aspectos. E encerramos essa reunião de forma muito realizada”, afirma.
 
O novo membro da Corte estadual, oriundo da vaga destinada ao Quinto Constitucional da Advocacia, comenta ainda a forma como pretende atuar na magistratura. “A advocacia, assim como a magistratura, está para a população, para o sistema de justiça. E eu penso que o eixo principal que eu defendo é a eficiência. E ela se pauta em vários pilares: qualidade de decisão, urbanidade ao advogado, ao jurisdicionado, ao servidor público, ao colega. São as principais características que eu quero sim e vou imprimir no meu gabinete”.
 
Também participaram da reunião de boas-vindas aos novos membros do TJMT os juízes auxiliares da Presidência, Túlio Duailibi Alves de Souza, Jones Gattass e Viviane Brito Rebello, a diretora-geral Euzeni Paiva de Paula e as coordenadoras de magistrados e judiciária, Renatta Tirapele e Rose Pincerato.
 
Lotações dos desembargadores – Na oportunidade, os novos desembargadores e nova desembargadora foram lotados nas Câmaras Recursais. Os desembargadores Rodrigo Roberto Curvo e José Luiz Leite Lindote atuarão na 1ª Câmara de Direito Público e Coletivo, que é presidida pela desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.
 
Os desembargadores Marcos Regenold Fernandes e Jorge Luiz Tadeu Rodrigues foram lotados na 2ª Câmara Criminal, presidida pelo desembargador Rui Ramos Ribeiro.
A desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo e o desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia trabalharão na 3ª Câmara de Direito Público e Coletivo, presidida pela desembargadora Maria Aparecida Ribeiro.
 
Já os desembargadores Lídio Modesto da Silva Filho e Hélio Nishiyama serão responsáveis por julgar processos da 4ª Câmara Criminal, presidida pelo desembargador Pedro Sakamoto.
 
Com a ampliação de 30 para 39 vagas de desembargadores, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso ampliou o número de Câmaras Recursais, visando atender com maior agilidade as demandas judiciais no segundo grau. As instalações da 3ª Câmara de Direito Público e Coletivo, da 4ª Câmara Criminal e da 5ª Câmara de Direito Privado foram oficializadas na quarta-feira (21 de fevereiro), com a publicação no Diário de Justiça Eletrônico (DJE).
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativos para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto em plano aberto que mostra a sala de reunião da Presidência do TJ, com a presidente Clarice Claudino sentada na cabeceira da mesa, ladeada pelos juízes auxiliares, diretora-geral, coordenadoras e novos desembargadores e nova desembargadora. A sala tem o piso preto; no canto esquerdo, estão os mastros com as bandeiras do Brasil, de Mato Grosso e da Justiça. Segunda imagem: Presidente Clarice Claudino concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma senhora de pele clara, olhos verdes, cabelos curtos, lisos e loiros, usando vestido na cor vinho, brincos e colar de pérolas. Atrás delas, há mastros com bandeiras. Terceira imagem: Desembargador Hélio Nishiyama concede entrevista à TV.Jus. Ele é um homem com traços orientais, cabelo preto e curto, barba e olhos escuros, usando camisa branca, gravata e terno cinza e óculos de grau.
 
Celly Silva/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
[email protected]
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

22 de fevereiro de 2024 0 comments
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