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Almanaque Cuyabá

Almanaque Cuyabá

O Almanaque Cuyabá é um verdadeiro armazém da memória cuiabana, capaz de promover uma viagem pela história em temas como música, artes, literatura, dramaturgia, fatos inusitados e curiosidades de Mato Grosso. Marcam presença as personalidades que moldaram a cara da cultura local.

Memória UrbanaRuas e Becos

Beco Alto: o íngreme marco histórico de Cuiabá

by Almanaque Cuyabá 12 de julho de 2021
written by Almanaque Cuyabá

Prolongamento da Travessa dos Bandeirantes, o Beco Alto é um trecho de grande importância histórica e geográfica em Cuiabá. Situado entre as ruas Ricardo Franco (antiga rua das Pretas e do Meio) e Pedro Celestino (antiga rua das Trepadeiras ou rua Augusta), este beco é caracterizado por sua topografia íngreme, proporcionando uma vista única da cidade.

No topo do Beco Alto, encontra-se o icônico Casarão do Beco Alto, palco onde ocorreu o fatídico atentado em 1936 contra os senadores Vilas Boas e Vespasiano Martins. Esse episódio de grande repercussão marcou a história política de Cuiabá e do estado de Mato Grosso, refletindo as tensões políticas da época.

O Beco Alto, com sua localização estratégica e importância histórica, não apenas se destaca como um dos pontos mais elevados da cidade, mas também guarda as memórias e os momentos decisivos que moldaram a trajetória de Cuiabá, sendo um testemunho vivo da evolução e dos acontecimentos que marcaram a cidade ao longo do tempo.

Photographias é um projeto cultural de pesquisa da central de documentação de dados do Almanaque Cuyabá. A iniciativa visa resgatar imagens históricas da cidade homônima.
As ilustrações selecionadas nesta Categoria são, em sua grande maioria, de domínio público; outras, creditadas à fotógrafos, editores, colecionadores, instituições e a plataformas digitais congêneres.

(texto adaptado/Cuiabá da tchapa e da cruz/Tenuta, José Augusto e Ruas de Cuiabá/Mendonça, Rubens de)

12 de julho de 2021 0 comments
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Memória UrbanaRuas e Becos

Ponte de Seo Xande, a ferragista e o Bar Soraya

by Almanaque Cuyabá 12 de julho de 2021
written by Almanaque Cuyabá

No entroncamento da antiga Prainha, um cenário repleto de memórias, destacava-se a histórica Ponte de Seu Xande, que se erguia em frente à ferragista que levava o mesmo nome, marcando a transição entre os fundos da Igreja Senhor dos Passos e o início da Rua Voluntários da Pátria, outrora chamada Travessa da Alegria. Ali, pulsava a vida noturna cuiabana, com o célebre Bar Soraya dominando a esquina estratégica, atraindo boêmios e madrugadores em busca de suas renomadas iguarias.

Seu Xande, figura marcante da antiga Cuiabá, comandava sua ferragista próxima à Prainha, local que fervilhava de movimento e histórias. Mais que um comerciante, ele era um símbolo de acolhimento e carisma, tornando-se parte essencial do cotidiano vibrante da região.

À noite, o Bar Soraya transformava-se em refúgio para os amantes da madrugada, oferecendo pratos como o escaldado e o revirado, que alimentavam tanto o corpo quanto as conversas animadas. Mais que um simples ponto de encontro, o local ecoava o espírito de uma Cuiabá que celebrava a vida nos pequenos detalhes de seu cotidiano.

Photographias é um projeto cultural de pesquisa da central de documentação de dados do Almanaque Cuyabá. A iniciativa visa resgatar imagens históricas da cidade homônima.
As ilustrações selecionadas nesta Categoria são, em sua grande maioria, de domínio público; outras, creditadas à fotógrafos, editores, colecionadores, instituições e a plataformas digitais congêneres.

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Memória UrbanaRuas e Becos

Ponte Júlio Müller

by Almanaque Cuyabá 12 de julho de 2021
written by Almanaque Cuyabá

O governador de Mato Grosso, Júlio Müller (1937-1945), foi o responsável pela construção da ponte que leva seu nome, um marco do programa de Integração Nacional conhecido como “Marcha para o Oeste”, promovido pelo governo de Getúlio Vargas. Ligando Cuiabá a Várzea Grande, a obra simbolizou um importante avanço na infraestrutura e conectividade da região.

Desde a autorização para sua construção até a conclusão, transcorreram dois anos e quatro dias, durante o mandato de Júlio Müller. Com 224 metros de extensão, a ponte foi projetada em concreto armado, oferecendo uma pista de 6 metros para a passagem de dois veículos, além de passeios públicos laterais. Para a navegação, foi incluído um vão de 40 metros, essencial para o tráfego fluvial do Rio Cuiabá.

A ponte foi oficialmente inaugurada pelo interventor de Mato Grosso, Júlio Strubing Müller, consolidando-se como um marco na integração e desenvolvimento do estado.

Photographias é um projeto cultural de pesquisa da central de documentação de dados do Almanaque Cuyabá. A iniciativa visa resgatar imagens históricas da cidade homônima.
As ilustrações selecionadas nesta Categoria são, em sua grande maioria, de domínio público; outras, creditadas à fotógrafos, editores, colecionadores, instituições e a plataformas digitais congêneres.

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Memória UrbanaRuas e Becos

Rua Pedro Celestino: história, influência e cultura no coração da cidade

by Almanaque Cuyabá 12 de julho de 2021
written by Almanaque Cuyabá

A Rua Pedro Celestino, uma das mais tradicionais de Cuiabá, foi conhecida ao longo do tempo por diferentes nomes, como Ruas de Cima, Caminho das Trepadeiras e Augusta. Iniciando-se na Rua 12 de Outubro e estendendo-se até a Praça Alencastro, essa via foi palco da formação de algumas das famílias mais influentes e de maior poder aquisitivo da cidade. Além disso, foi o local onde funcionaram importantes instituições, como a Intendência e a Câmara de Cuiabá.

A rua leva o nome de Pedro Celestino Corrêa da Costa, natural de Chapada dos Guimarães, nascido em 5 de julho de 1860. Este notável farmacêutico, militar e político deixou sua marca na história de Mato Grosso, servindo como governador do estado e senador em duas ocasiões. Faleceu no Rio de Janeiro, a 22 de janeiro de 1932.

Com sua importância histórica e cultural, a Rua Pedro Celestino integra o famoso calçadão do centro de Cuiabá, um ponto de grande relevância para a cidade. Este calçadão foi o berço da primeira vila de garimpeiros, que se estabeleceu ali ao descobrir o ouro no córrego da Prainha, marcando o início de uma era de crescimento e desenvolvimento para a região.

Photographias é um projeto cultural de pesquisa da central de documentação de dados do Almanaque Cuyabá. A iniciativa visa resgatar imagens históricas da cidade homônima.
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Memória UrbanaRuas e Becos

Rua Galdino Pimentel: legado histórico e cultural no calçadão

by Almanaque Cuyabá 12 de julho de 2021
written by Almanaque Cuyabá

A atual rua Galdino Pimentel já foi chamada pelos nomes de Rua de Baixo, 1º de Dezembro, Direita e Rua 1º de Março. Começa na Praça da República e termina na Rua Campo Grande, antiga Travessa da Assembleia.
O nome homenageia Joaquim Galdino Pimentel, que em 1885 assumiu a presidência da província de Mato Grosso. Foi o pacificador dos índios bororos. Era doutor em Ciências Físicas e Matemáticas, engenheiro geógrafo e civil, professor da Escola Politécnica e membro de várias sociedades científicas. Há registros de que este presidente gostava de percorrer, a cavalo, os bairros mais afastados do Centro da cidade durante as tardes e parava em cada ponto onde encontrava os trabalhadores para estreita conversa. Deixou o governo em 9 de novembro de 1886.

Esta histórica rua faz parte do tripé: Ruas de Cima, do Meio e de Baixo, formando o calçadão do centro da cidade.  Este calçadão é um ponto de grande influência histórica e cultural. Foi nele onde se instalou a primeira vila de garimpeiros que encontravam ouro no córrego da Prainha.

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As ilustrações selecionadas nesta Categoria são, em sua grande maioria, de domínio público; outras, creditadas à fotógrafos, editores, colecionadores, instituições e a plataformas digitais congêneres.

 

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Memória UrbanaRuas e Becos

Rua Ricardo Franco: traços de história e legados cuiabanos

by Almanaque Cuyabá 12 de julho de 2021
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A Rua Ricardo Franco foi chamada pelos nomes de rua do Meio, do Comércio (1850-1871) e 27 de Dezembro (até 1908).  Teve início no ‘Canto do Sebo’ (Praça da Mandioca) em seguimento à residência dos governadores desde dom Antônio Rolim de Moura Tavares. A Rua do Meio, atual Ricardo Franco, já se chamou Rua do Comércio e 27 de Dezembro. Foi nela que ocorreu o massacre de cuiabanos contra ricos portugueses (Rusga).

Esta histórica rua faz parte do tripé: Ruas de Cima, do Meio e de Baixo, formando o calçadão do centro da cidade.  Este calçadão é um ponto de grande influência histórica e cultural. Foi nele onde se instalou a primeira vila de garimpeiros que encontravam ouro no córrego da Prainha.

O nome desta rua homenageia Ricardo Franco de Almeida Serra, nascido em Lisboa, a 3 de agosto de 1748. Foi engenheiro e militar português. Destacou-se no levantamento das fronteiras do Brasil entre os séculos XVIII e XIX. Foi o fundador do Forte Novo de Coimbra. É o patrono do Quadro de Engenheiros Militares do Exército Brasileiro. Seu nome é citado no hino do Estado de Mato Grosso do Sul, como um grande herói e desbravador da época. Faleceu no Brasil, em 21 de janeiro de 1809.

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Rua 13 de Junho: uma trajetória de nomes e de histórias cuiabanas

by Almanaque Cuyabá 12 de julho de 2021
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A cada intervalo da Rua 13 de Junho era dado nome diferente. O ponto de partida se dava nas proximidades do prédio onde atualmente funciona a diretoria regional dos Correios e Telégrafos. Até a avenida Generoso Ponce (hoje Isaac Póvoas), recebia o nome de rua Bela do Juiz. Deste ponto até o asilo Santa Rita, se chamava Cruz das Almas. Dali até a praça Benjamim Constant era Lavra Pau. Da praça Benjamim Constant até o Grupo Escolar Senador Azeredo, se chamava Capim Branco. Logo à frente tinha por nome Limoeiro e Curtume. Adiante vinham Chacrinha e Taquaral. Da Chacrinha já se via a Granja de propriedade do doutor Fenelon Müller, onde era a antiga Cervejaria Cuiabana. O trajeto continuava já com o nome de “Campo do Bode”, seguindo a “rua da Lama”. A rua terminava com o nome de “Hidráulica”, alusivo ao gerador a vapor d’água instalado no Porto em 1882 para abastecer a Caixa d’água Velha e fornecer energia para a cidade.

O nome 13 de Junho é uma homenagem a atuação do então coronel Antônio Maria Coelho, barão de Amambaí, no histórico episódio ocorrido no dia 13 de Junho de 1867, conhecido como a ‘Retomada de Corumbá’. Este cuiabano foi o primeiro governador de Mato Grosso após a proclamação da República. É dele a autoria da atual bandeira de Mato Grosso.

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EDIÇÃO#1

by Almanaque Cuyabá 12 de julho de 2021
written by Almanaque Cuyabá
COMUNICÁVEL!

Em sua primeira edição, o Almanaque Cuyabá estampa na capa um sonoro Alô!, termo popular usado em conversas por telefone,  destacando com exclusividade a chegada do sistema e da primeira lista lançada pela Empreza Telephonica de Cuyabá, concessionária do serviço na capital, além de fatos inusitados e acontecimentos marcantes ocorridos na terra de Pascoal Moreira Cabral, conforme anuncia o breve conteúdo abaixo:

 

SUMÁRIO DA EDIÇÃO

– Carta ao Leitor
– Eu, o leitor
– Francisco Xavier de Oliveira e José Maria Hidalgo: início das artes plástica em Cuiabá
– Nuances do Dia da Mentira
– Rei de Portugal expede documento ao primeiro governador da capitania de Mato Grosso a erigir vila e criar capital
As badaladas do sino da Igreja Senhor dos Passos e o ´personagem Totó Onça
– Irmão de Tiradentes forjou causa de sua vinda a Cuiabá e se tornou presidiário
– Primazia da indústria em Cuiabá
Igreja Metropolitana foi construída por um paulista em 1720 no Largo da Matriz
ESPECIAL- Trajetória da Descoberta*, por Elizabeth Madureira Siqueira (texto adaptado):
*A bandeira de Pascoal Moreira Cabral
*Pascoal é aclamado
*Forquilha
*Envio das boas-novas
*Designação oficial de Pascoal como guarda-mor das Minas
*O primeiro bandeirante em Cuiabá
*Quem foi Pascoal Moreira Cabral?
*Sorocabano Miguel Sutil
*Ouro à vista!
*Detalhe importante
– Em Juízo: Esses doutores…
– Carta da Capitania
– Fornecimento de carne em Cuiabá antes de 1891
– A nostálgica história do fusquinha em Cuiabá
– A primeira cerveja que surgiu em Cuiabá
– Primeira exibição de cinema em Cuiabá
– Decifre o Anagrama
– Origem da Expressão
– Teste seu conhecimento
– Jogo dos Erros
– Horóscopo
– Em se plantando, tudo dá!- Obras de autores mato-grossenses

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