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Almanaque Cuyabá

Almanaque Cuyabá

O Almanaque Cuyabá é um verdadeiro armazém da memória cuiabana, capaz de promover uma viagem pela história em temas como música, artes, literatura, dramaturgia, fatos inusitados e curiosidades de Mato Grosso. Marcam presença as personalidades que moldaram a cara da cultura local.

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Sandro Lucose: versatilidade da arte e da sustentabilidade

by Almanaque Cuyabá 8 de dezembro de 2022
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Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (PPGECCO/UFMT) desde 2018, é graduado em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), concluído em 2000. Destaca-se no cenário teatral de Mato Grosso como diretor artístico da Cia. Teatro Mosaico, cargo que ocupa desde sua fundação em 1995.

Sua trajetória profissional abrange atuações em renomados filmes, como Loop, de Bruno Bini; O Anel de Eva, de Duflair Barradas; Cidade Invisível, de Thiago Forest; Dois Bois, de Perseu Azul; Ao Sul de Setembro, de Amauri Tangará; e Nó de Rosas, de Glória Albuês. Na televisão, participou de produções da TV Globo e TV Senac, além de filmes publicitários variados.

Atualmente, dedica-se à criação de vídeos institucionais voltados para a educação ambiental, alinhando sua atuação artística a iniciativas de proteção e preservação do Pantanal.

No teatro, encenou clássicos como Anjo Negro, de Nelson Rodrigues; Peer Gynt, de Henrik Ibsen; Muito Barulho por Nada e Romeu e Julieta, de William Shakespeare; A Menina e o Vento, de Maria Clara Machado; e Auto da Estrela Guia. Sua carreira é marcada pela versatilidade e pelo compromisso com a cultura e o meio ambiente.

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Péricles Anarcos: um defensor convicto dos ideais anarquistas

by Almanaque Cuyabá 8 de dezembro de 2022
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De Curitiba (PR), Péricles Anarckos chegou à capital de Mato Grosso com 10 anos. Nos pátios da Escola Técnica Federal, formou-se artista pelo método Ânima. Depois disso, em 1998, criou o grupo Teatro Fúria, que vem desenvolvendo os mais diversos trabalhos, com as mais variadas linguagens, intervenções humanas, teatro de rua, performances e outros artefatos teatrais.

O grupo atualmente conta com cinco componentes, oito peças montadas e mais de 300 apresentações em mais de 40 cidades de 17 estados do país, com participações destacadas nos festivais de Teatro de Curitiba (2001, 2006, 2007), no de Londrina – FILO (2001) e no projeto Palco Giratório do Sesc Nacional (2003). Ao currículo, incluem-se ainda projetos sociais e campanhas institucionais.

Adepto da anarquia, o fundador rejeita os “ismos” misturando paixão de infância e desencanto com a classe artística. Nestes mais 20 anos à frente do Fúria, coleciona alguns desejos de pesquisas, a saber: a dramaturgia bilíngue; a encenação em Libras; o trabalho com pantomima e especialmente, no plano da dramaturgia, as possibilidades de situações teatrais envolvendo como personagens um par de irmãos siameses.

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Nico e Lau: muito humor e essência do linguajar cuiabano

by Almanaque Cuyabá 8 de dezembro de 2022
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Lioniê Vitório, o Nico é formado em Artes pela Universidade de Cuiabá (Unic) e pós-graduado em Patrimônio Cultural. Começou a carreira de ator em 1986, no Grupo Ânima. Já Justino Astrevo de Aguiar, o Lau, é formado em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e pós-graduado em Planejamento e Gestão Cultural pela Unic. Autor, diretor e ator, iniciou a carreira em 1980, quando fundou a Cia Folhas Produções.

Em 1989, Vitório recebeu convite do diretor J. Astrevo para participar do espetáculo Último Baile de Verão de sua autoria. A parceria deu certo e desde então Lioniê e Astrevo passaram a atuar juntos em diversos espetáculos teatrais. Em 1995 recebem convite do Grupo Gazeta de Comunicação para participarem do programa Revista da Manhã. Lá criaram Nico e Lau, que comandavam o quadro Porteira Aberta.

Em 1996 levaram pela primeira vez os personagens aos palcos. O trabalho teve ótima repercussão e inaugurou uma série de espetáculos entre os anos 90 e 2000. Em 2003, comemorando oito anos de carreira, trouxeram a Cuiabá Chico Anysio.  A dupla lançou ainda quatro CDs e, desde 2005, veiculam o programa MINUTO DO HUMOR na TV Centro América. O mesmo quadro roda desde 2007 na TV Morena, em Mato Grosso do Sul.

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Maurício Ricardo: Diretor do musical ‘Desutilidade Poética’

by Almanaque Cuyabá 8 de dezembro de 2022
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Formado em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maurício Ricardo é ator profissional desde 1999. Fundador da Cia Porrada de Teatro, onde atua hoje, tem seu nome marcado em produções relevantes para a história do teatro mato-grossense. Além disso, também desempenha o trabalho de professor de Literatura e Artes em Cuiabá.

Já montou e dirigiu espetáculos infantis de grande sucesso estadual como: O Cavalinho Azul, O Rei Leão e O Patinho Feio. Com o público adulto chamou a atenção pela direção da comédia Zobaidas e pelo musical Desutilidade Poética. Como ator participou do espetáculo infantil A Menina e o Vento, Muito Barulho Por Nada e Auto da Estrela Guia, todos produzidos pelo Teatro Mosaico.

No passado integrou a equipe do renomado grupo Ânima, participando de espetáculos como O Inspetor Geral e Evoé. Em seu último trabalho junto à companhia, desenvolveu juntamente com o ator Luciano Paullo o projeto de comédia Dupla Demência, que permaneceu em cartaz por dois anos na capital, interior e até mesmo em outros estados do Brasil.

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Luiz Carlos Ribeiro, referência do teatro mato-grossense

by Almanaque Cuyabá 8 de dezembro de 2022
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Dramaturgo, advogado, educador e escritor Luiz Carlos é considerado um dos expoentes do teatro mato-grossense. É fundador da Federação Mato-grossense de Teatro (FEMATA) e da Confederação Nacional de Teatro (CONFENATA), tendo sido um dos seus diretores. Em um de seus trabalhos mais recentes, fez parte do elenco do longa Bala Perdida, com Justino Astreno e Lionê Vitório, dirigido por Luiz Marquetti.

Autodidata, chegou a estudar fora de Mato Grosso, em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, onde teve contato com grandes nomes de sua área como Niete de Lima, Jesus Chediak e João Brites, do grupo O Bando, de Portugal. Em meados da década de 1970, militou no movimento federativo para a reorganização do movimento teatral nacional e mato-grossense.

Reforçava sempre sentir-se confortável em sua área de trabalho, especialmente pelas infinitas possibilidades de experimentação social oferecidas por ela. Além disso, o dramaturgo não escondia que sua grande paixão era a direção teatral. Também envolvido com a produção audiovisual, Luiz Carlos Ribeiro faleceu em Cuiabá, no dia 12 de janeiro de 2018.

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Ivan Belém: A comédia que exprime a cultura cuiabana

by Almanaque Cuyabá 8 de dezembro de 2022
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Nascido em Barão de Melgaço, Ivan Belém chegou a Cuiabá ainda recém-nascido, estabelecendo-se no bairro da Lixeira. Foi ali, na infância, que teve seu primeiro contato com o teatro, de maneira improvisada nos quintais dos vizinhos. Na adolescência, ingressou no grupo de teatro do SESI, sob a direção de Camilo Ramos dos Santos. Posteriormente, fundou o Grupo Gambiarra, dedicado ao teatro infantil, que, com o tempo, passou a ter uma abordagem política, tornando-se o primeiro grupo de teatro de rua de Mato Grosso.

Após a dissolução do grupo, Ivan formou uma dupla com Liu Arruda, apresentando-se em bares, quintais e outros espaços alternativos. Foi nesse contexto que surgiram as icônicas personagens Nhara e Creonice, criando uma comédia com forte identidade cuiabana.

Em 1999, retornou à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde se dedicou à pesquisa acadêmica. Formado em História, obteve mestrado e doutorado em Educação. Publicou dois livros: A Baía de Tchá Mariana: Mitopoéticas Africana e Pantaneira nos círculos de aprendizagens ambientais e Liu Arruda: a Travessia de um Bufão. Além do teatro, atua em circo, vídeo, rádio, TV e cinema.

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CuiabanidadeCult & Tur

Cavalhada de Poconé, tradição, fé e cultura pantaneira

by Almanaque Cuyabá 5 de dezembro de 2022
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Montados em cavalos ricamente paramentados, cavaleiros protagonizam um espetáculo vibrante que remonta a episódios históricos e literários, como a Guerra de Troia e as Cruzadas. Realizada anualmente em Poconé (a 100 km de Cuiabá), a Cavalhada recria o embate entre Mouros e Cristãos pela consolidação do cristianismo na Idade Média, mesclando devoção, arte e cultura popular.

Dois exércitos, formados por 12 cavaleiros cada, disputam a vitória: os Cristãos, de azul turquesa, e os Mouros, de vermelho. Entre eles, destacam-se a rainha moura, resguardada por um festeiro, e outros personagens como pajens, narradores e encapuzados, que enriquecem a narrativa. A batalha simbólica se desenrola com provas de habilidade e dramatizações, culminando na rendição e conversão dos mouros, em uma mensagem de paz e reconciliação.

Introduzida em Mato Grosso em 1769, a Cavalhada foi trazida pelos portugueses como um ato de louvação ao Divino Espírito Santo e ao Glorioso São Benedito. Sua estreia homenageou Luiz Pinto de Souza Coutinho, terceiro governador da capitania. Após interrupções no século XX, entre 1954 e 1990, a tradição foi retomada, integrando-se às celebrações da Festa de São Benedito.

O evento, além da encenação épica, inclui o Baile dos Cavaleiros, a Festa da Iluminação, a Dança dos Mascarados e apresentações de Siriri e Cururu, encerrando-se com grandes shows populares. Hoje, a Cavalhada movimenta a cultura e a economia de Poconé, atraindo turistas e reafirmando a força das tradições pantaneiras em um espetáculo a céu aberto que transcende gerações.

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CuiabanidadeDigoreste

Jejé de Oyá, a alma irreverente que encantou Cuiabá

by Almanaque Cuyabá 1 de dezembro de 2022
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Com estilo extravagante e língua afiada, Jejé de Oyá, nascido José Jacinto Siqueira de Arruda, tornou-se uma das figuras mais emblemáticas de Cuiabá. Nascido em Rosário Oeste, foi acolhido ainda criança por uma tradicional família no bairro da Boa Morte, onde iniciou sua jornada singular.

Formado em alfaiataria pela Escola Profissional Salesiana, atual Colégio São Gonçalo, Jejé chegou a flertar com a vida religiosa, mas logo seguiu caminhos que refletiam sua essência inquieta. Negro, pobre e homossexual, enfrentou as discriminações de sua época com altivez, transformando-se em um ícone de resistência. Sua escrita ácida e provocativa, publicada em colunas sociais, expunha as hipocrisias de sua sociedade com um toque de humor e ironia, tornando-o uma voz única no jornalismo local.

Jejé era presença constante em bailes populares e festas animadas, onde brilhava como um símbolo de alegria e liberdade. Sua energia carnavalesca e seu espírito livre consolidaram-no como uma lenda viva de Cuiabá, alguém que celebrava a vida desafiando as convenções.

Ao despedir-se em 11 de janeiro de 2016, aos 81 anos, Jejé de Oyá deixou um legado inapagável. Não foi apenas uma figura irreverente, mas uma verdadeira força transformadora que moldou a história cultural de Cuiabá. Sua vida, marcada pela celebração da autenticidade e pela coragem de viver à frente de seu tempo, eternizou-o como um ícone de liberdade. Reconhecido como patrono do Colunismo Social, Jejé permanece vivo na memória cuiabana como símbolo de resistência, criatividade e exuberância.

1 de dezembro de 2022 0 comments
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