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Almanaque Cuyabá

Almanaque Cuyabá

O Almanaque Cuyabá é um verdadeiro armazém da memória cuiabana, capaz de promover uma viagem pela história em temas como música, artes, literatura, dramaturgia, fatos inusitados e curiosidades de Mato Grosso. Marcam presença as personalidades que moldaram a cara da cultura local.

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Irmão de Tiradentes em Cuiabá: Episódio marcante da História

by Almanaque Cuyabá 13 de julho de 2021
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Antes da execução de José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, em abril de 1792, seu irmão mais velho, padre Domingos da Silva Xavier, enfrentava um destino conturbado em Cuiabá. Após renunciar à batina para atuar como procurador comercial, Domingos acabou preso, acusado de inadimplência por dívidas contraídas com comerciantes da Bahia e do Rio de Janeiro.

Em depoimento, justificou sua ida à Capital como uma tentativa de melhorar de vida e explicou sua decisão de abandonar a vida eclesiástica, conforme comprovam registros oficiais. Contudo, permaneceu um mistério a razão pela qual alterou seu nome e alegou uma naturalidade diferente.

Os credores, insatisfeitos, armaram uma tocaia. Conseguiram testemunhas que o acusaram de contrabandear diamantes, agravando a suspeita de inadimplência para uma grave denúncia de crime contra a coroa. Pressionado, Domingos revelou sua verdadeira identidade, buscando os privilégios que a Igreja concedia a religiosos. Por ordem judicial, foi enviado à prisão domiciliar em Santo Antônio do Rio Abaixo (hoje Santo Antônio de Leverger), onde retomou suas funções sacerdotais, celebrando missas.

Foi ali que, em meio à reclusão, recebeu a notícia devastadora: seu irmão, Tiradentes, havia sido enforcado em Vila Rica, Minas Gerais, selando o fim de um capítulo trágico na história familiar.

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Um olhar sobre as primeiras fábricas de Cuiabá

by Almanaque Cuyabá 13 de julho de 2021
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O ciclo das indústrias em Cuiabá teve suas origens entrelaçadas às atividades de extrativismo, inicialmente impulsionadas pela febre do ouro e, mais tarde, pelo comércio da borracha, que marcaram os primórdios econômicos da região. Nessa época, a cidade testemunhou o surgimento de manufaturas de pequeno porte, muitas delas atendendo às demandas locais com criatividade e engenhosidade. Em 1877, por exemplo, a capital mato-grossense viu a fabricação de sabão pela primeira vez, uma iniciativa pioneira que revelou a adaptabilidade da sociedade cuiabana às necessidades cotidianas.

A partir desse marco, outras produções começaram a ganhar espaço: botinas, sapatos e chinelos passaram a ser confeccionados localmente, refletindo o esforço em diversificar as atividades econômicas. Sem iluminação elétrica, as velas de sebo tornaram-se indispensáveis, sendo produzidas em pequena escala para suprir as necessidades domésticas.

Contudo, o que mais despertou o interesse e a adesão dos cuiabanos foi a produção de cigarros de palha, que ganhou relevância por razões históricas e econômicas. Durante o bloqueio imposto pelo general Klinger em Campo Grande, no contexto da Revolução Constitucionalista de 1932, mercadorias provenientes de São Paulo, incluindo cigarros industrializados, foram impedidas de chegar a Cuiabá. Essa interrupção no abastecimento levou ao ressurgimento e fortalecimento da produção local de cigarros de palha, que, por sua vez, se tornou um símbolo de resiliência e identidade cultural para a população da época.

Após o término da revolução e a retomada do fluxo comercial, os cigarros de palha mantiveram sua popularidade, deixando um legado que marcou profundamente a história econômica e cultural de Cuiabá. Essa trajetória, que começou com as práticas de extrativismo e se desdobrou em iniciativas industriais, reflete o dinamismo e a capacidade de reinvenção da sociedade cuiabana ao longo dos séculos.

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Sayonara: ‘se você não vai amor, eu vou; vou a Sayonara seja com for’

by Almanaque Cuyabá 13 de julho de 2021
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A boate Sayonara entrou para a história como a mais emblemática casa de espetáculos do Centro-Oeste brasileiro, um palco de grandes encontros culturais e uma referência em Cuiabá. Embora “sayonara” signifique “despedida” em japonês, o nome escolhido para o local não refletia um adeus, mas sim uma homenagem carinhosa aos entes queridos de Nazi Bucair, seu fundador. Nazi, um descendente árabe de semblante sério e bigode cuidadosamente aparado, era um homem de poucas palavras, mas com um coração generoso, e sua boate se tornaria uma das maiores expressões de sua vida.

A origem do nome Sayonara vem das iniciais de seus familiares, criando um anagrama simbólico: SA de seu irmão Samir, YO de seu pai Yossef, NA de Nazi e sua irmã Nazira, e RA de seu outro irmão, Ramis. O nome carregava, portanto, não só a história de uma família unida, mas também de um espaço que uniria pessoas e culturas de maneira única.

O que começou como uma simples área de lazer de Nazi Bucair se transformou em um dos maiores centros de entretenimento da cidade, recebendo mais de mil artistas renomados. Entre eles, grandes nomes da música brasileira como Roberto Carlos, Waldick Soriano, Beth Carvalho, Vera Fischer, Cauby Peixoto, Emilinha Borba, Paulinho da Viola, Clara Nunes, e tantos outros, que passaram pelo palco da Sayonara e deixaram sua marca na memória dos cuiabanos. O local também foi palco para os talentos locais, com músicos como China, Penha, Juarez Silva e Marcinha, além de neurozito, o grande compositor cuiabano, brilhando nas noites da boate.

Em abril de 1969, a cidade de Cuiabá se encheu de festa com a comemoração de 15 anos da Sayonara e os 250 anos da cidade, com direito a um espetáculo memorável e a chegada de 15 cantores de renome, trazidos por um voo da Vasp (em destaque). Durante esses anos de glória, a boate também recebeu presidentes da República, como Costa e Silva, Jânio Quadros, Médici e João Goulart, tornando-se um ponto de encontro de grandes personalidades.

A boate também ganhou fama nas ondas do rádio, com a vinheta musical de Ivo de Almeida, que instigava os ouvintes a se juntarem à festa: “Se você não vai, amor, eu vou, vou a Sayonara, seja como for…”

O FIM DA ERA SAYONARA

Hoje, a Sayonara existe apenas na memória afetiva dos cuiabanos. O rio Coxipó, que antes parecia abraçar a boate com suas águas, agora mal jorra o suficiente para recordar seus tempos de glória. Antes de sua partida definitiva, Nazi Bucair, com lágrimas nos olhos, observou impotente a destruição de sua criação, quando as máquinas impiedosas derrubaram os últimos tijolos da sua criação.

Hoje, a Sayonara vive apenas na memória afetiva dos cuiabanos. O rio Coxipó, que um dia parecia envolver a boate com suas águas, agora mal carrega o suficiente para evocar os tempos de esplendor. Quando chegou o fim de sua história, Nazi Bucair, com o olhar pesaroso, assistiu impotente à destruição de sua obra-prima, enquanto as máquinas derrubavam, sem piedade, os últimos tijolos de um legado que marcou uma era. A tristeza em seu rosto refletia não só o fim de um sonho, mas também a perda de um espaço que, por tanto tempo, foi sinônimo de encontros, música e emoção.

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O polêmico mineiro que derrubou a Igreja Matriz

by Almanaque Cuyabá 13 de julho de 2021
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A chegada do bispo mineiro Dom Orlando Chaves à cidade de Cuiabá, em dezembro de 1956, marcou o início de uma era de grandes transformações, mas também de episódios controversos que permaneceriam como feridas abertas na memória coletiva. Escolhido para dirigir a Arquidiocese de Cuiabá enquanto ainda estava em Corumbá, Dom Orlando logo se tornou uma figura central na história religiosa e cultural da capital mato-grossense.

Entretanto, foi no fatídico dia 14 de agosto de 1968 que seu nome ficaria para sempre associado a um dos eventos mais polêmicos da cidade: a demolição da centenária Igreja Matriz de Cuiabá. A justificativa oficial para a destruição do edifício, que remontava ao período colonial, foi a necessidade de modernização e a existência de rachaduras que comprometiam sua estrutura. Contudo, o uso de três cargas de dinamite para derrubar as imponentes torres gerou perplexidade e levantou suspeitas que persistem até hoje.

Naquele dia, os cuiabanos assistiram, estarrecidos, ao estrondo das explosões que ecoaram pelas ruas da cidade, simbolizando não apenas a queda de um templo, mas também a ruptura com uma parte significativa de sua história. Muitos questionaram a real necessidade de uma medida tão drástica: se as paredes estavam condenadas, por que tanta força foi necessária para derrubá-las? Teria algo valioso escondido sob os alicerces da igreja?

Os relatos sobre os bastidores desse episódio são conflitantes. Enquanto alguns afirmam que houve resistência popular contra a decisão, outros apontam que Dom Orlando contou com o apoio de figuras influentes, cujos interesses podem ter contribuído para o desenlace. As vozes de protesto, abafadas pelo peso do poder eclesiástico e político da época, ecoam até hoje nos murmúrios daqueles que vivenciaram a tragédia.

A Igreja Matriz, mais do que uma construção, era um símbolo da identidade cuiabana, testemunha de gerações que ali celebraram suas alegrias, derramaram suas lágrimas e encontraram conforto espiritual. Sua destruição, embora justificada sob o manto da modernidade, deixou uma lacuna que nenhuma obra arquitetônica posterior conseguiu preencher.

Os mistérios que envolvem a demolição ainda geram debates e especulações, perpetuando a sensação de perda e desamparo. Para quem viveu aquela época, o estrondo das dinamites não foi apenas um som físico, mas um grito de luto pela história de uma cidade que, perplexa, viu parte de sua alma ser reduzida a escombros.

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EDIÇÃO#4

by Almanaque Cuyabá 13 de julho de 2021
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LUZ, CÂMERA E AÇÃO!
A quarta edição do Almanaque Cuyabá é um convite aos apaixonados por teatro e cinema. Estampa na capa a parte interna do salão de zinco que existiu na esquina da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Joaquim Murtinho. Ali foi palco do Cine Parisien e do Teatro Amor à Arte. Além disso, a edição traz os fatos inusitados e acontecimentos marcantes ocorridos na terra de Pascoal Moreira Cabral, conforme anuncia o breve conteúdo abaixo:

SUMÁRIO DA EDIÇÃO

– Carta ao Leitor
– Eu, o leitor
– Chico foi o primeiro motorista de ônibus em Cuiabá
– Foto inédita: semáforo na Avenida Getúlio Vargas, controlado por manivela
– Com nome de ‘Quintilis‘, o quinto mês era Julho: tributo a Júlio César
– Este é Digoreste: Benedito Ramiro de Cerqueira
– Toda Cidade Tem Seus Tipos: ‘Nico & Lau, só de olhar, já dá vontade de sorrir’!
– Vozes das ruas: Totó Leiteiro, ‘Cabeça de Boi’ e João Bento, ‘excelente orador’
– Primeira casa no centro de Cuiabá
– Saúde em Cuiabá teve iniciativa de voluntários, religiosos, negros e escravos
– Bairro Lixeira já acolheu leprosos no Hospital São João dos Lázaros
– Primeira pessoa que faleceu em Cuiabá era canoeiro
– A ‘Casa Eufrasina’ que existiu na Rua 7 de Setembro inspirou poeta
– Uma Loja cuiabana que vendia de tudo: Trabalho e Constança
– Monumento: A altivez do bandeirante se rende à força do negro e à bravura do índio
– O inesquecível encontro do Palácio com a Praça Alencastro
– A antiga unidade militar se rende aos livros da Biblioteca Pública Estêvão de Mendonça
– A fina flor da escrita, recorte de jornal de autoria de Eduardo Mahon, quando jovem
– A Fonte Luminosa ainda existe, mas Chafariz, Gasômetro e as Palmeiras foram ‘arrancados’
– As cilindradas da história – Coopermotos
– Restos mortais de Dom Pedro I estiveram em Cuiabá
ESPECIAL:  Lateral da antiga Igreja Matriz abrigou Carros de Praça
– Mestre Inácio: Das Marchinhas, ao Jazz! Os clubes e as duplas cuiabanas
– Jejé salvou a imprensa de Mato Grosso
– A primeira partida de futebol em Cuiabá teve bola italiana
– Em 1727 Cuiabá tinha apenas 949 moradores (por Neila Barreto)
– Causos de Aníbal: Rosa Bororo
– Categoria de bispado teve renúncia e, por decreto, substituto chegou a Cuiabá sob procuração
– Bairro do Porto teve por nomes: Freguesia de Dom Pedro II e Terceiro Distrito
– Nome da Rua 24 de Outubro foi fruto de revolta
– A Ponte de Ferro do Coxipó veio da Europa e imitava sistema Eiffel
– Humor e quizzes
– Enigma Figurado
– Palavras Cruzadas
– Decifre a Charada
– Decifre o Anagrama
– Origem da Expressão
– Teste seu conhecimento
– Jogo dos Erros
– Este é Digoreste
– Horóscopo
– Em se plantando, tudo dá!
– Obras de autores mato-grossenses

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EDIÇÃO#3

by Almanaque Cuyabá 13 de julho de 2021
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O BONDE DA VEZ!

“A terceira edição do o Almanaque Cuyabá traz o Bonde da Matriz e luz de azeite de peixe. Mostra a Cuiabá do século 19, onde a Praça da Mandioca era estação dos bondinhos sobre trilhos e com tração animal. A iluminação pública vinha do azeite de lambari, colocado nas ‘geringonças’, como mostra a pintura do artista Régis Gomes, além de fatos inusitados e acontecimentos marcantes ocorridos na terra de Pascoal Moreira Cabral, conforme anuncia o breve conteúdo abaixo:

SUMÁRIO DA EDIÇÃO

– Carta ao Leitor
– Eu, o leitor
– Do clamor das ruas é que veio o Dia do Trabalho
– Eis que surge o Salário Mínimo: história
– A placa do antigo Pelourinho da Praça da Mandioca está intacta
– Mosaico Cuiabano é arte milenar
– Guardião do Acervo da História Cuiabana
– Em dois artigos a escravidão foi abolida e a queda da Monarquia
– Sentença dá liberdade a africanos em Cuiabá
– Cadê Meus Becos: Beco da Botica
– Vai aí um bolo de arroz de dona Eulália?
– A Carta que criou a Capitania de Mato Grosso
– Defensorias públicas foram criadas pela Constituição de 1988
– Constituição de Mato Grosso promulgada em 1967
– Tribunal de Justiça eras Tribunal da Relação
– Café Cosmopolita se tornou Maria Joaquina
– Chegada do Chopp preto a Cuiabá
ESPECIAL:
* Azeite de Lambari gerava luz em Cuiabá
* Bondinho da Mandioca andava sobre trilhos e tinha tração animal
* A primeira importadora de automóveis de Cuiabá
* Comissão Rondon trouxe os primeiros automóveis para Mato Grosso
* 1875: diligência oferecia passeio no trajeto Cuiabá / Coxipó / Cuiabá
– Prenderam um padre na Igreja Matriz em plena missa de domingo
– Biblioteca Pública do Estado e a caligrafia de Estêvão de Mendonça
– Um presidente da República cuiabano
– IPHAN: Patrimônio da Terra, por Marina Lacerda
– Opinião: Palmatória Literária, por Eduardo Mahon
– A Rusga e os tesouros enterrados
– Centenário de Gervásio Leite, o Vavá de ‘Terra Agarrativa e Linda’
– Pose sertaneja no coração da cidade
– Causos de Aníbal: Amor Materno
– Na terra do Pantanal também tem Dendê!
– O Marechal da Paz
– Ponte da Confusão, e ponto final!
– Veja com exclusividade detalhes sobre as históricas pontes existentes na Prainha
– Humor e quizzes
– Enigma Figurado
– Palavras Cruzadas
– Decifre a Charada
– Decifre o Anagrama
– Origem da Expressão
– Teste seu conhecimento
– Jogo dos Erros
– Este é Digoreste
– Horóscopo
– Fases da Lua
– Em se plantando, tudo dá!
– Obras de autores mato-grossenses

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EDIÇÃO#2

by Almanaque Cuyabá 13 de julho de 2021
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VIAGEM HISTÓRICA!

“Uma rápida viagem que dura apenas 296 segundos pela história de Cuiabá”, é o título do Especial de Capa do segundo número da Almanaque Cuyabá e é dedicado aos 297º aniversários da cidade. Traz síntese histórica sobre como tudo começou em formato de storytelling, além de fatos inusitados e acontecimentos marcantes ocorridos na terra de Pascoal Moreira Cabral, conforme anuncia o breve conteúdo abaixo:

SUMÁRIO DA EDIÇÃO

Carta ao Leitor
Eu, o leitor
– História do homenageado e do casarão que abriga as instalações do Misc
– Primazia do plantio de café em Cuiabá e a proibição em tomar esta bebida
– Buzina do carro de Dom Aquino Correa tinha nota musical
– O ano começava no mês de abril
– O nosso rei do rasqueado era escoteiro
– O primeiro prefeito de Cuiabá na 1ª República
– Época em que o Hino Nacional foi tocado pela primeira vez
– Bater palmas durante o Hino pode?
– Cuiabá já teve toque de recolher
– Toda Cidade Tem Seus Tipos: Liu Arruda
– Comunidade árabe chega a Cuiabá
– ESPECIAL: Recortes da História Cuiabana
– Cadê Meus Becos? Beco da Matriz
– Praça Caetano de Albuquerque
– Em cada canto da Praça da República tem uma estátua
– Quem teve a iniciativa de realizar a 1ª corrida de touros em Cuiabá?
– Morro do Brasão de Cuiabá e o Morro de Santo Antônio: Aníbal Alencastro
– Nome dado aos primeiros policiais
– Cuiabá, ouro ou mel? por Aníbal Alencastro
– Pracinhas de Cuiabá na Guerra contra o Nazismo
– Baú da Saudade: Homenagem ao professor Pedro Gardés
– Maltratando a Língua: professor Sérgio Cintra
– Conheça a primeira música urbana
– Primeiro disco do Brasil. Primazia do Rádio em Cuiaba
– A primeira Escola de Samba do Carnaval Cuiabano
– Sociedade Dramática Amor à Arte
– Piadas e quizzes
– Enigma Figurado
– Palavras Cruzadas
– Origem da Expressão
– Teste seu conhecimento
– Jogo dos Erros
– Horóscopo
– Para todos os gostos: culinária cuiabana
– Fases da Lua
– Em se plantando, tudo dá!
– Humor
– Quizzes
– Obras de autores mato-grossenses

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Bairros cuiabanosCuiabanidade

Nome de bairro cuiabano deriva de tragédia

by Almanaque Cuyabá 13 de julho de 2021
written by Almanaque Cuyabá

A escolha do nome do bairro Osmar Cabral, localizado na região sul de Cuiabá, está profundamente enraizada na história de um homem que imortalizou momentos significativos da política e da vida cotidiana do estado. Osmar José do Carmo Cabral, fotógrafo de notável talento e sensibilidade, foi amigo do grande político Júlio José de Campos, e sua trajetória profissional e pessoal se entrelaçou com a história recente de Mato Grosso.

Osmar foi nomeado fotógrafo oficial do governo estadual após a eleição de Júlio Campos como governador, e seu trabalho capturou, com maestria, imagens que se tornaram marcos históricos da época. Sua câmera não só registrava momentos políticos, mas também as transformações sociais e culturais da capital, tornando-se uma testemunha visual das mudanças que Cuiabá experimentava.

Infelizmente, sua promissora carreira foi interrompida em outubro de 1984, quando o avião em que retornava de um trabalho no interior do estado caiu, ceifando sua vida e a de todos os ocupantes da aeronave. Sua morte, trágica e prematura, causou grande comoção em Cuiabá e em Mato Grosso, deixando um vazio no campo da fotografia, onde ele era reverenciado por sua competência e dedicação.

Em reconhecimento à sua importância e ao legado que deixou na preservação da memória histórica do estado, o então governador anunciou a regularização fundiária de dois mil terrenos na região, que seriam batizados em sua homenagem. O bairro Osmar Cabral, assim, não é apenas uma homenagem póstuma, mas também um símbolo do impacto que esse homem, com sua arte e profissionalismo, teve sobre a cidade e seus habitantes.

A denominação do bairro perpetua a memória de Osmar Cabral, um nome que ficará para sempre associado à valorização da fotografia como instrumento de memória e à história de Cuiabá, que viu em seu trabalho um reflexo das suas lutas, conquistas e mudanças.

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